O Ateliê da Restauração é um espaço físico, uma oficina, onde são restaurados livros, documentos antigos, albuns de fotografias, cartas e quetais, tudo do tempo da vovó. Trabalho nesta atividade desde 1998, quando tive oportunidade de restaurar livros com capa de madrepérola, de prata, entre outras raridades. Mais recentemente fui escolhida para restaurar um livro francês de 1891, que me chegou às mãos em estado bastante precário, mas que pude trazer ao manuseio novamente e à biblioteca a que pertence. São variadas histórias que acompanham os exemplares que me chegam às mãos. Algumas vezes já fui procurada por pessoas que pediram livro emprestado que foi danificado inadvertidamente, como por exemplo, o de um exemplar de um livro americano de um estudante de mestrado que o emprestou ao colega que, ao lê-lo, percebeu que suas folhas iam se soltando. Ficou excelente o resultado. Também houve o caso de uma aluna de Pós-Graduação que pediu um livro emprestado ao professor, que o emprestou fazendo a ressalva: o livro pertence ao meu pai. Ocorre que a aluna, lendo o livro pela manhã, esbarra na xícara de café que se esparrama pelo interior do livro. Precisei, a título de urgência, fazer sumir cada pinguinha de café do papel bege do exemplar. Bem, aos poucos vou contando as histórias de que me lembro. São interessantes e nos lembram de que cuidar melhor dos nossos livros e especialmente dos livros dos outros é fundamental.
Parabéns,Lice, pela iniciativa de lançar o blog, e, mais ainda, por ser uma legítima representante desse nobre ofício. Dar nova vida a quem nos dá vida! O ofício dos “monge encadernador de livros (Monaci Ligatores)”, que durante a idade média desenvolveram esta arte em seus mosteiros. Bijuss Jopin
O Ateliê da Restauração é um espaço físico, uma oficina, onde são restaurados livros, documentos antigos, albuns de fotografias, cartas e quetais, tudo do tempo da vovó. Trabalho nesta atividade desde 1998, quando tive oportunidade de restaurar livros com capa de madrepérola, de prata, entre outras raridades. Mais recentemente fui escolhida para restaurar um livro francês de 1891, que me chegou às mãos em estado bastante precário, mas que pude trazer ao manuseio novamente e à biblioteca a que pertence.
ResponderExcluirSão variadas histórias que acompanham os exemplares que me chegam às mãos. Algumas vezes já fui procurada por pessoas que pediram livro emprestado que foi danificado inadvertidamente, como por exemplo, o de um exemplar de um livro americano de um estudante de mestrado que o emprestou ao colega que, ao lê-lo, percebeu que suas folhas iam se soltando. Ficou excelente o resultado.
Também houve o caso de uma aluna de Pós-Graduação que pediu um livro emprestado ao professor, que o emprestou fazendo a ressalva: o livro pertence ao meu pai. Ocorre que a aluna, lendo o livro pela manhã, esbarra na xícara de café que se esparrama pelo interior do livro. Precisei, a título de urgência, fazer sumir cada pinguinha de café do papel bege do exemplar.
Bem, aos poucos vou contando as histórias de que me lembro. São interessantes e nos lembram de que cuidar melhor dos nossos livros e especialmente dos livros dos outros é fundamental.
Parabéns,Lice, pela iniciativa de lançar o blog, e, mais ainda, por ser uma legítima representante desse nobre ofício. Dar nova vida a quem nos dá vida! O ofício dos “monge encadernador de livros (Monaci Ligatores)”, que durante a idade média desenvolveram esta arte em seus mosteiros. Bijuss Jopin
ResponderExcluirObrigada Jopin,
ResponderExcluirnós valorizamos a arte, a cultura e a restauração dos livros faz parte desse universo.
Bjs
Lice